9 de julho de 2015
No ritmo da sua cor. ( Parte 1).
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Sol baixo, plantas e flores caindo ao chão, calor incessante, praia logo ali e um intenso desejo em aproveitar tudo isso. Era verão, e assim estava todos os dias da estação de Lucy, a praia logo ali se mostrando sempre a disposição e ela já não recusara um belo mergulho.
Lucy, 16 anos, filha única, vinda de um anônimo qualquer. Sim, qualquer, pois era de duas mães que ela realmente era filha. Beatriz Smith , arquiteta, 42 anos, de cabelos loiros compridos. Angelina Petersson, psicóloga forense, 50 anos, de cabelos longos e ruivos. Essas eram as mães de Lucy.
Lucy residia em América ( EUA) e em sua outra casa em Malibu, cursava o segundo ano, de classe média alta, ao contrário de suas mães ela era morena, bem morena, vinda do Brasil- Bahia, cabelos generosamente cacheados, olhos negros, boca generosamente preenchida, cintura fina, pernas bem torneadas, 1,70 m, mãos médias com dedos grossos.
Beatriz, foi pessoalmente ao Brasil conhecer a filha , enquanto Angelina cuidava do processo prático, como a papelada e a grana da adoção. Lucy tinha 3 anos na época e chamava-se Regina, por um consenso entre as mães seu nome foi mudado de, Regina Célia dos Santos, para Lucy Smith Petersson.
A criação de da menina Lucy, foi sempre regada a muito amor, carinho, conforto, boa educação, apoio, mas acima de tudo, a verdade. Sendo assim, ela sempre soube de seus primeiros anos como terráquea, não sabe quem são seus pais e não faz a mínima questão disso. Alfabetizada em inglês, toda a sua trajetória após os seus primeiros três anos, a fez sentir-se Lucy e jamais Regina, pensar na Regina é como ter um déjá vu e só.
Todos os dias sua rotina era quase a mesma, ás 7:30 colégio; onde encontrava suas amigas, que eram muitas diga-se de passagem, conhecida em onde passasse, por sua linda cor diferenciada, sua beleza nobre porém destruidora. ao contrário do que acontece bastante, Lucy nunca haverá sofrido preconceito sobre sua pele, cabelo ou nacionalidade.
Ás 12:00 hs estava em casa para um ritual recorrente, almoçar em família. Para suas mães, esse era o horário mais sagrado do dia, pois, pelas duas trabalharem muito tempo do dia fora, esse almoço era uma meta para que estivessem juntas alguma hora de cada dia de suas vidas corridas, porém muito feliz.
Ás 13:00 hs, ela estudava, fazia suas lições...
Ás 14:30 se dirigia ao curso de dança, onde ela não era aluna e sim uma professora talentosíssima. Apesar da pouca idade, ela herdou a força e determinação das mães, mesmo não de forma biológica, mas sim, de forma instruída. Com uma sala de 15 alunos, Lucy se sobressaia com seu molejo diferente, aquele jeito baiano de ser, Ivete e Claudinha que o digam. Apesar de não ser educada, a Bahia não saia de suas entranhas, seu sangue era quente, seu olhar bem aberto, quadris e juntas moles que ao dançar mostrava bem o que o Brasil tem. Dava aulas três vezes por semana e ganhava uma grana legal, não que ela precisasse.
Ás 16:00 hs, correr 20 minutos ouvindo sempre, Gerard Way - Drugstore Perfume, Grouplove - No drama queen e Green Day - Holliday. Eram suas preferidas.
Ás 17:20 hs, descansar, ver um filme ou série como , Orange is the new black e Sense 8.
Ás 19:30 hs, Sair com seu namorado, Elias de 19 anos, cursando medicina, ruivo, com olhos da cor de mel, sardas sobressaídas, boca avermelhada, forte de 1,80m, filho de pais bem conceituados, mãe escritora de sucesso e pai Advogado que não há uma causa que ele não ganhe.
Voltava sempre ás 23:00, parava para conversar com sua família e logo subia cansada. E sempre que podia mergulhara no mar.
CONTINUA....

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